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Políticas culturais · 16 de setembro de 2026

Movimento junino aprova propostas nacionais durante simpósio em Brasília

Encontro reuniu representantes de diferentes estados e definiu propostas para ampliar o financiamento, a formação e o reconhecimento institucional das quadrilhas juninas.

Representantes do movimento junino de diferentes regiões do Brasil estiveram reunidos em Brasília durante o III Simpósio Nacional de Quadrilhas Juninas. O encontro abriu espaço para debates sobre financiamento, formação, gestão, profissionalização e participação das quadrilhas na construção das políticas públicas de cultura.

Entre os principais encaminhamentos aprovados está a defesa de uma categoria específica para quadrilhas juninas nos editais federais. A proposta busca facilitar o acesso dos grupos aos mecanismos de financiamento e reconhecer as particularidades de uma manifestação que mobiliza brincantes, costureiros, músicos, coreógrafos, cenógrafos, marcadores e muitos outros profissionais.

O simpósio também aprovou a proposta de criação da Escola Nacional do Movimento Junino em formato de educação a distância. A iniciativa deverá oferecer formação em elaboração de projetos, gestão cultural, captação de recursos e busca por investimentos, com possibilidade de articulação com universidades, instituições de extensão e entidades como o Sebrae.

Outro ponto importante foi o reconhecimento das quadrilhas como Escolas Livres da Cultura. Esse entendimento considera que muitos grupos realizam, durante todo o ano, atividades de formação, transmissão de saberes, criação artística e desenvolvimento comunitário, indo muito além das apresentações do período junino.

Também foram defendidas a realização de uma audiência pública nacional, a criação de um observatório para reunir dados sobre o setor e a formação de uma rede de boas práticas. Esses instrumentos podem ajudar a demonstrar a força cultural, social e econômica do movimento junino brasileiro.

Para o Instituto Festança Cultural, acompanhar essas discussões é fundamental. As propostas dialogam diretamente com a realidade dos grupos do Sertão do Araripe e reforçam a necessidade de políticas permanentes, formação técnica e acesso mais justo aos recursos públicos destinados à cultura popular.